quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tédio, Indiferença, Sentido.

Ultimamente está um saco para conseguir ocupar meu tempo com coisa útil. Nos momentos que posso ter lazer, não há nada para se fazer, pois infelizmente nessa minha idade é difícil achar algum lugar descente nessa cidade que proporcione diversão.
E nos tempos que permaneço ocupada com estudos e trabalho, fico me perguntando qual o sentindo disso tudo. Vou viver apenas para ser um saco ambulante acumulador de conhecimentos? Uma pessoa que trabalhará o resto da sua vida simplesmente para manter seus caprichos? É meio difícil de entrar na minha cabeça que eu preciso gastar tempo da minha vida para acumular dinheiro. Não entendo a lógica capitalista, não gosto. Ah! Devo lembrar que não estou fazendo apologia ao socialismo, mas isso ai é outra história. Voltemos para o foco.
Noto que não tenho muita motivação nessa vida não. Não que eu seja uma suicida. Apenas não descobri ainda a razão de minha existência e nem motivações que me levem a existir. Creio que nem tão cedo vou descobrir, talvez nem descubra, o que me leva a pensar que a busca por essa motivação é o que me faz viver "vegetando".
Sim "vegeto", pois me alimento apenas para sobreviver. Não sinto mais tanto prazer assim na comida. Não vejo graça nenhuma também na diversão comum a todos. Ou seja, baladas, shopping, namoradinhos, etc. Ando tão estagnada e indiferente a tudo e a todos, que seria melhor não existir do que um ser uma pessoa que não faz diferença, que existe apenas por existir. Assim gasto mais oxigênio do mundo não é?
"Tanto faz como tanto fez". Essa frase está resumindo exatamente o momento que percorro da minha vida. Não ligo para muita coisa não, não faço questão de nada. Espero que isso tudo passe, espero que seja apenas uma fase confusa da adolescência ou alguma excentricidade minha.
Porque as coisas não podem ser simples como na infância? Quando eu era criança não tinha nada contra as pessoas, nem sequer tinha noção de "sociedade". Talvez eu fosse ingênua e imatura. Anh como eu gostaria de voltar a ser como eu era! Acredito que essa ingenuidade e imaturidade era o que me proporcionava felicidade. Sabe, eu brincava com a terra, com as plantas, com meus brinquedos, e isso já me era mais que suficiente. Era uma felicidade pura, inédita.
Que sentimento de nostalgia me abalou agora. Talvez quando eu me tornar adulta, sinta nostalgia em relação aos tempos cinza da aldolescência. Quem sabe.

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